BAD BOY APOIA BITETTI COMBAT EM BRASILIA
Amaury fala sobre Bitetti Combat 6
Fonte: Portal do Vale Tudo
Faixa-preta de Jiu-Jitsu e organizador do Bitetti Combat, Amaury Bitetti entrou em contato com o Portal do Vale Tudo para esclarecer algumas dúvidas dos fãs em relação ao seu evento. O casca-grossa garante que acompanha as discussões em nosso fórum diariamente e que, por isso, quer falar sobre o que os internautas vêm comentando.
Dinheiro de governos
Não recebemos nenhum dinheiro vivo do governo ou algo assim. Temos um apoio, uma chancela que nos passa credibilidade e uma ajuda em termos de estrutura, um desconto no ginásio, por exemplo. O governo nos apóia por ser uma iniciativa bacana, porque conduzimos um projeto social através da ajuda dos nossos patrocinadores. Levamos a luta à comunidades carentes. Aliás, os governos apóiam diversos eventos esportivos. Somos muito gratos por esse apoio.
Divulgação
Em Brasília, o evento está sendo anunciado em duas rádios, além de reportagens no “Correio Brasiliense” e no “Jornal de Brasília”, grandes veículos no Distrito Federal. Foram matérias, inclusive, de página inteira. Já fizemos aqui (DF) entrevistas para diversas rádios e sites de fora do segmento. Soltamos diversas notas na internet, em diversos sites especializados de todo o Brasil. Já foram mais de 10 matérias. Também fizemos matérias que serão divulgadas na TV, inclusive na Rede Globo daqui. Os anúncios no canal Combate rolam o dia inteiro. O Sherdog, um dos sites mais acessados do mundo, está com o nosso banner e nosso site está no ar agora (www.bitetticombatppv.com). Estamos com mil cartazes espalhados pela cidade e milhares de flyers. Não acho que é uma divulgação tão ruim, mas tentaremos melhorar.
Lutadores internacionais
Como disse, nosso banner está no Sherdog porque teremos transmissão por pay-per-view para fora do país. A verdade é que um cara de países da Europa, da América do Sul, da Ásia ou da América do Norte só vai querer assistir as lutas se existir essa globalização. O estrangeiro não quer ver um evento que só tem brasileiro contra brasileiro. Queremos que a nossa marca fique cada vez mais conhecida fora do país, assim como aqui.
Sakuraba
A notícia do Sakuraba não era para ter vazado, mas vazou. Não divulgaríamos isso, mas como foi reportado, tivemos que dar o nosso parecer. Lembro que falamos claramente na nossa nota oficial, divulgada em diversos sites especializados, que era uma possibilidade, nada definido. Não mentimos isso e realmente tentamos trazê-lo. O Sakuraba estava louco para lutar, mas não é uma negociação fácil. O custo é alto, mas não impossível. Tentaremos de novo.
Mudanças no card
Tudo o que gostaríamos é que não houvesse mudanças no card. Mas elas acontecem, em cima da hora, em eventos como UFC, Dream, Strikeforce, WEC, Sengoku… Se nessas organizações, que hoje são muito bem estruturadas, isso acontece, como estaremos livres disso? Não é desculpa, queremos que isso não ocorra, mas foge do nosso controle. Vejo isso acontecer em muitos eventos, até em brasileiros como o nosso. Mas no Bitetti Combat parece que algumas coisas tomam proporções maiores.
Paulo Filho
O Paulão disse todo o tempo que lutaria, mas sabíamos que ele tinha pedreiras para resolver, coisas pessoais, algo que pode acontecer com qualquer ser humano. Quando o Sasaki disse que só o enfrentaria, ele não pensou duas vezes em deixar tudo de lado e aceitar a luta. O Paulão é um casca-grossa e não nos deixou na mão. Assim como o Thales também teve uma postura exemplar, de sujeito homem. Por isso, não tiramos o Thales do card. Ele luta com o aluno do Cunha, o americano Rico Washington. Reclamar por termos Thales e Paulão no mesmo dia, além do restante do card, é algo difícil de entender. Como fã, eu gostaria muito de ter a chance de vê-los em ação aqui no Brasil, e agora com transmissão para todo o mundo. Mas todos, obviamente, têm direito de pensar o que quiserem. Só posso garantir que estamos tentando o melhor e que ainda vamos melhorar.
Fazer eventos de MMA no Brasil
É muito complicado. Os que apóiam são pessoas de coragem e que, tenho certeza, ganharão com isso mais à frente. Vocês não sabem as dificuldades de trazer um atleta do Japão, por exemplo, para lutar no Brasil. Digo alguém que já tenha lutado em organizações como o Pride ou UFC. Temos que ralar para caramba. Nessa edição teremos o Paulão, o Thales, o Sasaki, o Jeff Monson, o Danillo Índio, o Buscapé, o Cristiano Marcello, todos atletas que já lutaram em eventos como UFC ou Pride. Sem falar o restante do card. Nossa luta feminina vai ser muito boa. No Rio, colocamos no mesmo dia Arona, Rizzo, Paulão e Ninja. Quem imaginava isso? Fizemos nosso papel. Não digo que está perfeito, sabemos que não. Mas temos que trabalhar até chegar perto disso. Dou a palavra que estou tentando fazer o melhor. As críticas da galera são bem vindas e também são boas para tentarmos evoluir, mas achei importante deixar algumas questões mais claras. Abraço a todos do PVT!
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